28.1.09

Ensaio da peça: "Rosa, Esperança..." 11º encontro do projecto mulheres e o cancro da mama.


Muitas coisas boas estão a acontecer à volta deste projecto. Tantas novidades há ainda por revelar. Tudo isto tem sido conseguido porque há uma verdade inquestionável no que fazemos! Uma generosidade acima de qualquer suspeita em quem se expõe e partilha!
A ideia não é agarrarmo-nos ao passado e retratar estas mulheres como umas "coitadinhas". O que estas mulheres estão a fazer é (desculpem-me a ousadia) "Serviço Publico".
Abordar este tema difícil, sem medo e sem rodeios não é tarefa fácil. Aqui não há estrelas (protegidas pelo sucesso ou mediatismo dos media). Há mulheres comuns, normais como tantas outras que diariamente descobrem que tem cancro da mama e ou andam na net na procura ávida de respostas, a muitas perguntas que só o tempo dará.
Alertar para a necessidade da prevenção e projectarmo-nos num futuro de esperança com a consciência da importância vital para o sucesso, de uma detecção precoce do cancro, é o nosso propósito. Só isto... nada mais!
Não há aqui qualquer outro tipo de intenção ou aproveitamento mascarado de boa acção!! Esses não somos nós! Essa não é a nossa "Rosa, Esperança"
Muitas mulheres afectadas pelo cancro da mama vivem com fantasmas tenebrosos, levando-as muitas vezes a ignorar uma realidade que tem que ser olhada de frente e, tanto quanto possível, minimizada. O cancro da mama não é de facto uma gripe, mas também não é - inevitavelmente - o fim! antes pelo contrário. Cada vez são mais elevadas as taxas de sucesso na luta contra esta doença.
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Todos os dias são detectados em Portugal 13 novos casos de cancro da mama e morrem - diariamente - quatro a cinco mulheres vitimas deste tipo de cancro.
Estes números justificam ou não a necessidade e urgência desta peça?
Cada um - em consciência - que responda por si!
RG
(há dias assim, em que escrevemos o que nos apetece!!)

25.1.09

Declarada aberta a epoca oficial de Pré-Campanha!

Aqui está!
Esta é a imagem da pré-campanha de divulgação da nossa peça "Rosa Esperança". Este trabalho foi desenvolvido pela Maisa - mulher que neste momento ainda trava a sua luta contra um cancro - http://donasdalingua.blogspot.com/ mas que, e apesar de viver no Rio de Janeiro /Brasil/ fez o favor de estar e colaborar connosco neste prjecto. Eu e a Maisa conhecemo-nos através dos Blogues... ela ofereceu os seus prestimos num comentário e eu aproveitei a oportunidade!! Todos os contactos entre nós foram feitos via e-mail - não nos conhecemos pessoalmente (ainda). Esta colaboração da Maisa vem provar /se duvidas houvesse/que hoje em dia não existem distancias quando hà vontade e se está disponivel para partilhar o que cada um tem de melhor.
OBRIGADO MAISA!
Agora meninas e meninos resta-nos espalhar Rosa e Esperança por todos os blogues e contactos de e-mail!
Declaro oficialmente aberta a epoca de pré-campanha de divulgação de "Rosa Esperança"

RG

Os Blogues das 7 magnificas:

23.1.09

"Rosa Esperança" na Gazeta das Caldas

Caldense em palco para contar experiência do cancro da mama.
A caldense Alda Caetano é uma das actrizes numa peça sobre o cancro da mama, que está a ser ensaiada em Rio Maior e que tem estreia marcada para Abril.
O elenco inclui oito actrizes de todo o país que venceram esta doença e que se conheceram através da blogosfera. Esta experiência, assim como o percurso de cada uma destas participantes, dará origem a um livro que será lançado no final do ano. O encenador Rui Germano gostaria que a peça fosse apresentada nas Caldas e noutras localidades do país.
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São oito mulheres das Caldas, Lisboa, Ovar e de Rio Maior que se reúnem aos domingos à tarde para ensaiar no Cineteatro daquela última localidade. Têm algo em comum: todas tiverem cancro da mama. Uma delas é Alda Caetano, natural de Alcobaça, mas caldense por adopção desde há 38 anos.
“Quando nos é feito o diagnóstico da doença há uma corrida à informação”, recordou Alda Caetano, relembrando que foi através da internet que se informou e encontrou outra mulheres que se encontravam a viver o mesmo problema e que criaram blogues como Amigas do Peito e Amigas do Coração. Foi também através da blogosfera que receberam o convite do encenador Rui Germano, de Rio Maior para integrar este projecto teatral.
Os primeiros contactos com o responsável decorreram em Setembro último e as participantes na peça têm desenvolvido “uma amizade verdadeira”.
Por ser um grupo grande, o encenador de Rio Maior veio propor a realização de uma peça de teatro com a intenção de passar para o palco o drama desta doença.
Os ensaios decorrem aos Domingos no Cine-Teatro de Rio Maior e o projecto tem chamado a atenção dos meios de comunicação social regionais e nacionais, tendo sido falado em programas de televisão.
Alda Caetano diz que vai ser escrito um livro que conta a história de cada um dos participantes deste elenco.
A peça terá como protagonista uma personagem fictícia que contará “um pouco da história de todas nós”. Alda Caetano tem a certeza que o espectáculo será um sucesso uma vez que “passará uma mensagem de esperança - o cancro é terrível mas hoje já se consegue lidar com a doença e aprender a viver com essa sombra”.
O encenador diz que esta peça será estreada a 4 de Abril e as primeiras apresentações decorrerão no Cineteatro de Rio Maior nesse sábado à noite e também na tarde de domingo. “Gostava que este espectáculo se tornasse itinerante e que pudesse ser apresentado nas Caldas”, disse o responsável.
A mãe de Rui Germano também conseguiu ultrapassar esta doença há 26 anos, “numa época em que não se falava tão abertamente do cancro”. Depois de terem falecido duas amigas por causa desta doença, Rui Germano decidiu levá-la ao palco. A peça “pretende chamar a atenção de todos para a importância do esclarecimento, do diagnóstico precoce e para a desmistificação do cancro da mama”.
Além de encenador, Rui Germano é advogado e vereador (sem pelouro) da oposição na Câmara de Rio Maior.
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Criar um núcleo de apoio nas Caldas
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Alda Caetano tem 56 anos e venceu a doença que lhe foi diagnosticada em Julho de 2006. No mês seguinte foi operada tendo feito uma mastectomia. Passado um mês começou a fazer quimioterapia, mas teve como efeito secundário uma grave inflamação na garganta que conseguiu depois superar.
“Quando se é confrontado com a doença, o melhor é aceitar. Os médicos fazem o resto”, disse Alda Caetano acrescentando que ajuda viver com calma, optimismo e fazendo uma boa alimentação e exercício físico.
“Deixo aqui o apelo a todas as mulheres para que façam o rastreio. Se eu fosse descuidada, se calhar já não estava cá…”, comentou a caldense, que não falha a rotina dos exames anuais para verificar se está tudo bem.
O optimismo de Alda Caetano acaba por dar ânimo e ajudar os outros e é uma activa voluntária, quer no Hospital das Caldas, quer em eventos como Um Dia pela Vida, que em 2007 trouxe às Caldas um conjunto de actividades relacionadas com o combate ao cancro.
“É assustadora a forma como a doença está a aparecer em gente cada vez mais nova”, disse, preocupada, Alda Caetano.
O seu dinamismo é notado e por isso tem a promessa de responsáveis de entidades como a Liga Portuguesa contra o Cancro e de associação Vencer e Viver de abrir um núcleo de apoio a mulheres que sofrem de cancro da mama nas Caldas. “Ainda não conseguimos foi arranjar um espaço”, lamentou. Esse núcleo, diz, seria muito importante porque quando se tem esta doença, “sente-se sobretudo falta de apoio psicológico”.


Natacha Narciso para Gazeta das Caldas em :

"Uma peça de teatro contra o cancro da mama" in Jornal "O Mirante"

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Encenador Rui Germano prepara "Rosa Esperança” em Rio Maior.
Primeiro foi mãe. Ultrapassou um cancro da mama há 26 anos. Depois a amiga Cláudia partiu muito cedo. “Rosa Esperança”, uma peça de teatro encenada por Rui Germano, conta histórias reais de sete mulheres que enfrentaram a doença e vai ser apresentada em Rio Maior. Um jovem encenador de Rio Maior, advogado de profissão, está a preparar um espectáculo de teatro baseado em histórias reais de mulheres que enfrentaram o cancro da mama. Rui Germano, 37 anos, é o “comandante”, como lhe chamam nos ensaios que decorrem no Cine-Teatro de Rio Maior aos domingos. Elas são sete mulheres com histórias diferentes, mas com uma coisa em comum: o cancro da mama.
O projecto do grupo “Quem não tem cão” (http://equemnaotemcao.blogspot.com/) arrancou em Outubro e vai estrear a 4 de Abril na cidade. Qualquer semelhança com a realidade é intencional. A base é real, mas as experiências estão baralhadas propositadamente. “Realidade e a ficção estão de tal forma embrulhadas que nós próprios já temos dificuldade em perceber se isto foi mesmo assim ou não”, diz o encenador que reuniu as histórias de “Rosa Esperança”. Rosa, nome de mulher e da luta contra o cancro da mama. “Esperança porque é aquilo que todas as mulheres têm quando iniciam este processo”, diz o encenador. A história relata a evolução da doença. A descoberta, a ida ao médico, o medo do diagnóstico, o internamento, a cirurgia e os tratamentos. “Não há aqui traição, nem nem amor, nem suspense”, avisa o encenador.
O texto ainda não está pronto. É um processo em aberto. Uma espécie de laboratório. Todas as semanas há alguém que propõe uma alteração. “A doença fez-me renovar o guarda-roupa”, ensaia Carla Pedro, uma jornalista de 40 anos, residente em Lisboa, a quem o cancro bateu a porta. “O que aconteceu comigo foi que me apercebi da minha mortalidade. E além disso engordei 18 quilos por causa dos tratamentos e tive mesmo que comprar roupa”, diz arrancando gargalhadas entre o grupo.
O humor ajuda a afastar as recordações de um processo doloroso. Como a quimioterapia. “Quando me avisaram que me caíria o cabelo foi o meu marido que disse que me cortava o cabelo. Virei-me para a banheira. Chorava eu e chorava ele”, relata Lina Pereira, 43 anos, residente em Alverca. “As pessoas dizem-me: Lina estás mais bonita do que eras antes”. Ouvem-se frases soltas. De sorrir. E chorar. Saem da peça. Mas são verdades da vida real. “Hoje é um dia, amanhã é outro”.
As mulheres são bancárias, professoras, esteticistas, jornalistas e empresárias. De Rio maior, de Alcobaça, Lisboa e Ovar. Conheceram-se num blog (http://superglamorosas.blogspot.com/) criado por uma amiga do encenador que acabou por falecer. Cristina Jordão, 41 anos, bloguista, também viveu de perto a doença da amiga e ajudou a reunir o grupo. “Elas não são actrizes nem querem ser actrizes. São mulheres normais que têm em comum o facto de terem tido cancro da mama”, diz RuiGermano. Quem não faz parte do elenco participa de outra forma.
A Claúdia, os amigos nunca lhe levaram flores. Compravam-lhes antes vernizes das cores preferidas, recorda Cristina Jordão. Há uns silêncios, que só elas percebem, uns sorrisos e uma lágrima no olho que é mais importante que qualquer palavra. “Essa cumplicidade, aproximação e generosidade é que é importante”. E o que era um projecto só para mulheres com cancro da mama, já tem a participação de alguns maridos. “Os homens participam “isto de uma forma silenciosa. O cancro da mama não é uma doença individual. É uma doença da família”, explica o encenador que há 26 anos acompanhou o processo de doença da mãe (ver caixa).
O projecto não acaba com a peça. Há uma ideia para um livro e uma digressão que o grupo quer que aconteça, tal como um ciclo de sessões fotográficas. No quadro final elas vão ser vestidas por sete costureiros portugueses. “Elas querem que sejam homens”, anuncia Rui Germano a quem interessa passar a mensagem destas mulheres utilizando o teatro.
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Cacilda ou uma história de sucesso. Foi há 26 anos. Em Agosto. Cacilda Germano sentiu um nódulo e procurou o médico. Encaminharam-na para o IPO. “Na altura isso era sinónimo de cancro e de morte”, diz Cacilda Germano, hoje com 68 anos.Menos de quatro meses depois estava a ser operada. Mas a intervenção não foi fácil. A família foi o porto de abrigo. Mais de duas décadas depois está bem de saúde para contar a história. A empresária do ramo avícola, residente em Rio Maior, é a mãe do encenador de “Rosa Esperança”. E foi literalmente um dos motores da ideia.
“Estão a ser muito falados casos envolvendo figuras públicas. Diz-se que o cancro da mama é uma doença, mas que é uma questão de tempo e que se ultrapassa, mas infelizmente não é assim. Há pessoas que não conseguem ultrapassar. Felizmente é uma minoria”, ressalva Rui Germano que acompanhou o processo de uma amiga que não conseguiu vencer a doença. “O cancro da mama não é uma constipação”.

19.1.09

Ensaio da peça: "Rosa, Esperança..." 10º encontro do projecto mulheres e o cancro da mama.

Foto: Tó Vieira

Ontem tivemos o 10º encontro do projecto “Mulheres e o Cancro da Mama”. O ensaio decorreu entre as 10.00h e as 17.30h com intervalo para almoço. É bom ter estes momentos juntos em volta duma mesa para, sem stress, podermos falar, esclarecer algumas questões, levantar outras e despejar dois jarros de sangria enquanto o diabo esfrega um olho!!!
Este projecto não é um projecto fechado, é um projecto aberto a todos os que nele queiram participar e ou acrescentar algo que o melhore e ou enriqueça. Foi o que fez a linda Lina, uma amiga do peito que nos visitou e fez soltar uma ou outra lágrima com o seu tocante testemunho. A Lina é uma mulher de Alverca que também trava a sua luta contra o cancro da mama e que - apesar das suas dúvidas - nunca deixou de ser linda aos olhos de quem a ama e a rodeia.
Foi muito bonito aquele momento de partilha e generosidade. São momentos como aquele que dão sentido a este projecto que é e será sempre, muito mais do que as pessoas vão poder assistir e avaliar no palco já a partir de 4 de Abril.
Para além da Lina e do seu marido, o Joaquim, tivemos ainda a visita de Ana Santiago, uma simpática jornalista do jornal "O MIRANTE" que registou vários momentos do ensaio e entrevistou alguns dos que nele participaram. Por isso já sabem, na próxima 5ª Feira tudo a correr a comprar o jornal O MIRANTE.
No fim do ensaio, quando regressava a casa preocupado com uma série de soluções que vou ter de encontrar até termos a peça finalmente concluída/estruturada, pensava no quanto estou orgulhoso e na sorte que tive em conhecer estas mulheres! O que elas têm conseguido dar e fazer em tão pouco tempo é admirável!
Às 7 magnificas e restantes apêndices :o) Obrigado!
Independentemente do que acontecer daqui para a frente, dizer-vos /hoje/ que vos estou muito reconhecido!
Obrigado!
RG

16.1.09

V-Workshop de Iniciação ao Teatro - O fim.











Ontem, 15.01.09 teve lugar a ultima aula do V - Workshop de iniciação ao Teatro, promovido pelo Quem Não Tem Cão - oficina de artistas.
Dois Professores, Rui Calisto e Rui Germano tomaram conta deste grupo muito especial. Um grupo que não foi fácil e que por várias vezes levou os professores ao desespero! Foram 14 aulas de 3 h cada, ao longo de 3 meses que /afinal/ passaram muito rápido. Muita gargalhada – demasiada até - exercícios vários, improvisações, abraços, figuras ridiculas, choro, caretas feias e caras bonitas, conversas e muita desconcentração por parte dos candidatos a actores foi o que mais se viu por ali. É engraçado sentir que agora é que este grupo estaria no “ponto” certo para começar a descobrir o que é verdadeiramente o Teatro, e a diferença que esta vivência pode fazer na nossa vida. Hoje todos estamos um bocadinho diferentes daquilo que éramos há 3 meses atrás. Mais descontraídos, mais seguros, mais confiantes… mais desbloqueados…. e acima de tudo mais ricos. Todos alargamos os nossos conhecimentos quer sobre o Teatro, quer sobre os outros quer sobre nós próprios. Esta foi uma viagem que se iniciou e que, de acordo com a vontade de cada um, nos pode levar onde desejarmos. Assim haja vontade, determinação e trabalho!
Eu já tenho saudades de me desesperar convosco!!!
Não desapareçam desta família porque este foi só o começo de uma aventura sem igual. E o melhor… o melhor ainda está para vir.

RG


14.1.09

(...)

"Eu até posso esperar... mas o tempo não pára!!"
RG

12.1.09

9º Ensaio da peça: "Rosa, Esperança..." projecto mulheres e o cancro da mama.

Foto: Tó Vieira
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Ontem, 11 de Janeiro fizemos o nosso primeiro ensaio no Cine Teatro - Casa da Cultura de Rio Maior. Local onde vamos estrear a nossa peça - já - a 4 de Abril. É um espaço diferente do local onde tinhamos ensaiado até aqui. Há que perceber o novo palco e adaptar as marcações definidas ao espaço.
Foi bom receber a visita da sorridente Zélia. É bom saber que ela está confiante e cheia de força para lutar contra esta doença. Foi muito bom também receber a visita da Maria Manuela. Uma mulher de Alcobaça que como as outras, sabe bem o que é falar do cancro na primeira pessoa. A Manuela tomou conhecimento do nosso trabalho através deste Blog e sem medo ou reservas, juntou-se a nós. Ela quer participar. Eu fiquei feliz. Seja Bem vinda!
Aliás... Sejam bem vindos todos os que vierem por bem!
Para a semana continuam os ensaios no Cine Teatro - Casa da Cultura de Rio Maior, excepcionalmente com inicio às 10.00h da manhã porque o tempo corre... e o trabalho ainda é muito!
RG

Quem Não Tem Cão com Portugal no Coração

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6.1.09

IV - JANTAR DE NATAL EM DIA DE REIS

AlGuem me empresta uma coroa???






















P´ro ano há mais...!