26.2.07

QUEM NÃO TEM CÃO - Já se trabalha no proximo espectáculo!

Quem Não Tem Cão - Oficina de Artistas” já está a
trabalhar no seu próximo espectáculo – correspondente ao exercício final do III workshop “À Descoberta do Actor” que decorreu durante os últimos meses no Ginásio Boa Forma em Rio Maior. Os textos estão praticamente concluídos e o perfil das personagens está já mais ou menos identificado. Agora resta aos actores e ao encenador iniciarem o desgastante processo de descobrirem o universo que habita dentro de cada uma destas complexas personagens. Os seus medos, as suas alegrias… os seus pecados! em suma a sua essência, a sua verdade!
Contudo, a dúvida e a incerteza se iremos conseguir levar à cena o espectáculo tal qual o concebemos, tem-se vindo a instalar no seio da produção. As dificuldades são sempre muitas, são sempre demasiadas! Poucos recursos, pouco tempo, poucos meios... Valha-nos a enorme vontade para que algo aconteça! Para criar e fazer TEATRO. Continuamos sem um espaço próprio para os ensaios e o local onde nos vamos apresentar ao público ainda é uma incógnita, o que tem dificultado - e muito - o bom andamento do processo criativo. Mas como Quem Não Tem Cão caça com gato… logo logo arranjaremos uma solução!
E o melhor! O melhor ainda está para vir!

22.2.07

DECLARAÇÕES DE RG. NA FOLHA DE S. PAULO - o mundo é mesmo redondo!

"A obra do videomaker que trabalha especificamente com teatro pode ganhar certa independência em relação à obra filmada depois de colocado na internet", diz Gabriel Fernandes, jovem de 25 anos que registra os trabalhos do teatro Oficina. "No meu caso, por exemplo, o vídeo é feito de dentro da cena. Eu chamo esse trabalho de "câmera-ator". É mais orgânico, traz uma perspectiva mais subjetiva", explica.Por enquanto, a questão da divulgação ainda é o que motiva a maior parte da movimentação, mas não toda ela. Para o ator português Rui Miguel Germano o YouTube permite "ver um bocadinho daquilo que se vai fazendo pelo mundo, o que nos serve para pesquisar novas formas de fazer teatro".
In Folha de S. Paulo
Por Gustavo Fioratti

"AZUL"

Nesta noite calma e fria quero mergulhar na poesia e envolver-me por inteiro, mas quero envolver-me ainda mais em Azul para morrer docemente, profundamente... embriagado em azul.
Depois... depois, renascer completamente, definitivamente lúcido, num lugar perfeito para ler um livro, num lugar encantado, purificado, brilhando e derramado azul e alegria e beleza e poesia...!

19.2.07

Despois do Espectáculo...





“ O Actor de Teatros” fez a sua ultima apresentação na sala experimental do Teatro Nacional D. Maria II. “Soube a pouco” diziam alguns dos actores envolvidos no projecto. “Pena não continuarmos juntos mais tempo… foi tão enriquecedor” diziam outros.
O clima era de contentamento e satisfação. Reinava o sentimento de dever cumprido entre os actores, mas as saudades do convívio entre colegas, do trabalho e do tempo passado com o encenador já se sentiam.
Após os aplausos, felicitações do público, familiares e amigos, havia que arrumar a sala. Sala arrumada, subiu-se - debaixo de chuva - a Avenida da Liberdade até uma cervejaria ali para os lados do Parque Mayer. O jantar tinha uma dupla função, comemorar o fim deste projecto/oficina e simultaneamente fazer a despedida de Aderbal que seguia na manhã seguinte para Paris.
O serão correu de forma animada e durante a noite vários foram os amigos que apareceram e se juntaram ao grupo, entre outros: Maria João Abreu, José Raposo, Óscar Branco e a grande actriz brasileira Marieta Severo.
No fim, sem lugar a discursos, houve lugar a emocionadas despedidas e a promessas de que todos haveriam de voltar a encontrar-se.

"O ACTOR DE TEATROS"



16 de Fevereiro, 20.45h dirijo-me à bilheteira do teatro Nacional D. Maria II no intuito de levantar os bilhetes que o nosso Osvaldo – O homem Azul da nossa ultima peça - havia ali deixado em meu nome.
Já com os bilhetes na mão e enquanto esperava pelas 21.30h - hora prevista para o inicio do exercício final da oficina “O ACTOR DE TEATROS” conduzida por Aderbal Freire-Filho - aproveitei para por a conversa em dia com uma amiga de longa data que ali trabalha. O tempo passou rápido. 21.20h lá segui em direcção à sala experimental. Apresentei o bilhete e mandaram-me descer umas escadas sem fim. Enquanto descia todos aqueles degraus, o cheiro e o ambiente do TEATRO iam tomando conta de mim. Antes de entrar na sala propriamente dita, percebi que os actores já estavam a falar. Será que fiz confusão com a hora? Pensei. Detesto chegar atrasado aos espectáculos, não só por uma questão de respeito pelo público que cumpre os horários, mas e sobretudo, por respeito aos actores. Prontamente a minha dúvida foi esclarecida: É mesmo assim, o público entra na sala enquanto os actores lêem algumas crónicas de António Lobo Antunes. Fiquei mais descansado. À semelhança dos outros que iam chegando, também eu escolhi o meu lugar e deixei-me entrar no universo daquelas divertidas e muito bem escritas histórias, que se iam ouvindo pela voz dos actores como musica de fundo.
As cadeiras estavam por fim lotadas. A leitura terminou. O espectáculo podia começar. O encenador Aderbal Freire-Filho fez uma breve explicação do que tinha sido aquela oficina e preparou-nos para o que iríamos assistir de seguida."Todo o trabalho foi feito com textos integrais de crónicas do escritor António Lobo Antunes". Os actores dirigiram-se à mesa onde se encontravam os seus adereços e guarda roupa. Entraram no universo das personagens. Em pensamento, desejei muita "merda" ao nosso querido amigo Osvaldo Canhita. O TEATRO começou.

15.2.07

7 numero sete.

Ontem 14 (7+7) de Feveriro foi dia de S. Valentim. Hoje, caso fosse vivo, seria o ultimo dia dos 67 anos do homem que me ensinou muito do que sei hoje.
O tempo é rápido.
O numero sete sempre esteve muito presente na minha vida! Nasci num dia sete do mês 8 (7+1) de 1971, o meu apelido tem sete letras... 7...7 ...numero 7.
Afinal o que tem o nº 7 de tão especial?
(...)
Às vezes dou por mim a perguntar-me quem sou eu? …o que é que ainda faço aqui?... para onde vou? Vou para onde vão todos… morremos todos não é? Uns primeiro outros depois…mas no fim morremos todos!
Porque não cuidas de mim? Não te consigo esquecer!…

14.2.07

É Dia dos Namorados... Amor é fogo...!

"Amor é fogo que arde sem se ver
é ferida que dói e não se sente
é um contentamento descontente
é dor que desatina sem doer"

13.2.07

QUEM ME DERA ESQUECER


" É obvio que me sinto triste porque abandonei um ser único e que era do meu sangue.
Um filho que nunca saberei como é. Mas quem manda na minha vida sou eu e mais ninguém!!!!!! Eu fiz o que era certo… eu não posso ser castigada por ter desejado o melhor para o meu filho... ninguém me pode condenar… nem Deus nem os homens… ninguém … a minha dor já é castigo suficiente... eu não sou uma pecadora… ninguém se atreva a julgar-me … Ninguém! Eu fiz o que era certo…! Quem me dera conseguir esquecer! "

9.2.07

A Gula


Sentir uma tentação é pecar?
A carne é que faz mal… o açúcar faz mal… o amor é que faz mal… o peixe faz mal…. os doces fazem mal, por causa do açúcar… já nem sei o que estou para aqui a dizer… mas quando bebo esqueço… fico assim com sono… calmo...! tranquilo!

6.2.07

OVNIS em Rio Maior


É uma luz linda...calma!
Podem não acreditar, mas hoje, 06.02.07 por volta das 16.45 h, eu avistei um OVNI - Objecto Voador Não Identificado em Rio Maior. Podem não acreitar...mas eu juro que vi!

29.1.07

Obelix Asterixes e outros que tais em Lisboa

QUEM NÃO TEM CÃO foi ao teatro D Maria II ver “O que diz Molero”.
Tínhamos o nosso Obélix particular, o Pereira e a sua Falbala que se queixava de não perceber bem o brasileiro da peça. Seguíamos Bairro Alto acima, numa das noites de Janeiro mais frias, cheios de larica para encontrar um tasco. Hamburguers sudueste com molho a escorrer pelos dedos e cachorros especiais, muito atrasados para a Gi que se queixava de fome já à saída de Rio Maior. Lá seguimos atrás de dois Astérixes, que dispensam apresentações, o nosso encenador e o Osvaldo. Acompanhados de Os Vai ó Racha, os Camones, claro que não lhes cuspimos em sinal de desprezo, o Bigodes Piassaba, o Marocas Papa Léguas, o Zuca, o Vampiro, o nosso galã, o Hermínio que se fartou de falar e dançar toda a noite. A Otília com a sua teara luminosa a brincar às rainhas e o Manel muito preocupado em controlar as suas economias e sobretudo levávamos aquela leveza de quem se sente reconfortado por ter partilhado a rir a falta de sentido para a existência e sobretudo a convicção de que éramos um grupo de teatro e havíamos de fazer rir e chorar à custa das angústias existenciais. Fomos deixando alguns pelo caminho e fomos encontrando uma Lisboa noctívaga cheia de gente à procura de satisfação imediata. No Karaoke vimos a apoteose lisboeta da libertação orgástica , ao som dum hard rock vomitado ,dum meio yuppie que à falta de material melhor fez tudo com o microfone incluindo espremê-lo no fim e saiu, sem saber semeando o medo à passagem.
Corremos todas as capelas porque não havia uma onde coubéssemos todos e finalmente estacionamos numa, já lá dentro em fila indiana até nos acomodarmos uns aos outros. Lá ficamos a dançar uns para os outros, respeitavelmente para os seus respectivos maridos e outros para si próprios. Um macaense apareceu , para me engatar ao mesmo tempo que fazia campanha pelo não ao aborto e se fazia acompanhar dos seus amigos da extrema direita, um deles tinha como tetravô o último Vice-rei da Índia , qualquer coisa Távora e fez questão de contar que o Marquês de Pombal mandou matar a sua família. Com a cabeça a andar a roda, basta vir a Lisboa para ter ido à Índia. Diáspora, Descobrimentos e Vasco da Gama todo o orgulho lusitano afundado em álcool neste século XXI. Lá viemos para casa para onde não há esta agitação nacional dos Bares do Sim e do Não mas havemos de voltar ao Teatro que é do melhor que Lisboa tem!
Helena Miranda

25.1.07

Quem Não Tem Cão no Teatro Nacional D. Maria II

Sábado 27 de Janeiro, "Quem Não Tem Cão" vai ao Teatro Nacional D. Maria II, assistir à peça de Dinis Machado "O Que Diz Molero" numa encenação de Aderbal Freire Filho.
"O QUE DIZ MOLERO" parte da leitura por dois burocratas, de um relatório escrito por Molero, através do qual se vão relatando as aventuras de um rapaz -Molero - que procura descobrir o sentido da vida e de si próprio ao entrar na vida adulta.
O resto... contamos depois!

16.1.07

PURO TEATRO

Puro Teatro
Igual que en un escenario Finges tu dolor barato. Tu drama no es necesario Ya conozco ese teatro Fingiendo, que bien te queda el papel después de todo parece que es esa tu forma de ser Yo confiaba ciegamente en la fiebre de tus besos mentiste serenamente y el telón cayo por eso Teatro, lo tuyo es puro teatro falsedad bien ensayada estudiado simulacro Fue tu mejor actuación destrozar mi corazón y hoy que me lloras de veras recuerdo tu simulacro Perdona que no te crea me parece que es teatro. Teatro, lo tuyo es puro teatro falsedad bien ensayada estudiado simulacro. Fue tu mejor actuación destrozar mi corazón y hoy que me lloras de veras recuerdo tu simulacro. Perdona que no te crea me parece que es teatro.Perdona que no te crea Lo tuyo es puro teatro.

12.1.07

O Sonho

O Sonho

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos e
ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos.Vamos.Somos.


Sebastião da Gama

11.1.07

A loja da rua das finanças

A Loja

No final do I Workshop de iniciação ao teatro, em conjunto, decidimos que seria um bom desafio para os novos actores montar um pequeno espectáculo onde pudéssemos colocar em prática tudo aquilo que havíamos exercitado durante 3 meses de formação.
Inicialmente a ideia era a de fazer uma única apresentação só para amigos e familiares. Mas onde? Onde poderemos apresentar-nos? Essa foi a primeira dificuldade que quase nos ia impedindo de avançar. Mas “quem não tem cão caça com gato” e rapidamente descobrimos um local que, embora aparentemente não fosse o ideal, serviria perfeitamente para cumprirmos o nosso propósito.
Mas como convencer o dono daquele espaço a cede-lo temporariamente a um “grupo de teatro” que ninguém conhecia até então e … a título gratuito? Não ia ser fácil, pensamos! Engano nosso. Falamos com o proprietário do espaço em questão – Sr. José Frazão – que prontamente se disponibilizou a colaborar connosco. Foi a nossa 1º conquista, a loja da Rua das Finanças - como lhe chamávamos na altura.
Já temos espaço… e agora? Perguntava-se a medo. Agora já não havia volta a dar, era seguir em frente. Tínhamos vontade, tínhamos espaço, tínhamos envolvido outras pessoas na nossa ideia… alguma coisa tinha necessariamente de acontecer ali… naquele espaço!
A sala foi-nos apresentada completamente despida….vazia! E o engraçado é que, apesar disso, mal ali entramos tivemos de imediato aquela sensação boa de sentir aquele espaço como nosso, mas as dúvidas eram muitas, e agora? Como vamos transformar esta loja numa sala de espectáculos?
Limpamos, esfregamos, dançamos, tapamos as vitrinas, brincamos entre todos, comemos muitos chocolates e gelados ao fim da tarde… Durante dois meses aquela sala foi passagem diária obrigatória para toda a gente do universo “Quem Não Tem Cão” era o nosso canto, a nossa casa, local de descontracção, reflexão, divertimento mas essencialmente de trabalho…muito trabalho…
A sala vazia transformou-se e foi dando lugar à nossa sala de ensaios, um a um os objectos foram tomando lugar ali. A carpete para tapar o chão, a cama, o biombo… os quadros… o espelho… e sem sabermos bem como, quando reparamos tínhamos ali a nossa primeira sala de espectáculos pronta.
Quando vimos o cenário montado pela primeira vez não conseguimos esconder o nosso orgulho, tínhamos conseguido! Transformamos uma sala vazia num acolhedor e intimista local onde ia acontecer “teatro”. Havia magia ali! Quem por lá passou pode até não se ter apercebido, mas nós sentimos isso dentro de cada um de nós.
No inicio de cada apresentação, enquanto o publico esperava ansiosamente a abertura da porta, nós aproveitávamos para dar as mãos e passar toda a energia positiva que guardava-mos dentro do peito, no mesmo lado onde se encontra o coração. Depois ouvíamos o arrastar das cadeira, o compor dos corpos, as luzes apagavam e o silencio tomava conta daquele lugar, tivemos sempre a alegria de saber que todas as cadeiras estavam ocupadas. Foi um mês de lotação completamente esgotada.
O mais engraçado é que no fim de tudo o que ali passamos, das gargalhadas que demos e ouvimos, das lágrimas que fizemos soltar, o que mais me marcou, foi o ambiente… aquele cheiro mágico que nos transportava para onde a nossa imaginação quisesse… e era simples, bastava fechar os olhos... e deixar-se ir!
RG

2.1.07

Eleição dos Corpos Gerentes

"Quem Não Tem Cão - Oficina de Artistas - Associação Cultural" dá conhecimento dos seus novos corpos gerentes, cuja composição é a seguinte:

Assembleia Geral:
Presidente: Joaquim Manuel Morais Machado; Vice Presidente: Hermínio Manuel Figueiredo Gonçalves; Secretário: Helena Pires de Miranda

Direcção:
Presidente: Rui Miguel do Casal Pinto Germano; 1º Vogal: Otília Maria Machado Pinto Germano Costa; 2º Vogal: Rosa Maria Fragoso Duarte Pereira; 1º Suplente: Ana Rita Mendes Madeira; 2º Suplente: Gisela Maria Machado Pinto Germano;

Conselho Fiscal:
Presidente: Ana Isabel Afonso Brites; Relator: Maria da Luz Barreira Paixão; Secretário: Norberto Félix Paulo;

Janeiro de 2006... Constituição da Associação

Otilia Costa, Rui Germano e Rosa Pereira em Janeiro de 2006, após a escritura de constituição da Associação "Quem Não tem Cão - Oficina de Artistas - Associação Cultural".
Um dia muito conturbado mas feliz! :-)
Compareceram também como outorgantes:
- Ana Justo Apolinário;
- Daniel Justo Apolinário;
- Carlos Manuel Pereira e
- Alexandre Campos Costa;
... E já passou um ano!

Dois mil e sete


…Sete … dois mil e sete!
Um ano novo acaba de chegar. Altura de fazer balanços e desenvolver novos projectos.
Depois de “Cinco Mulheres um travesti e o namorado de uma delas” de “Azul” e de “Uma noite no Bistro Bellini”, Quem Não tem Cão começa agora a trabalhar - com todos os actores do III workshop de iniciação ao teatro - a apresentação de um novo espectáculo.

O processo criativo nem sempre é fácil, a atribuição dos textos e dos papeis pelos actores nem sempre é pacifico… a construção das personagens não é simples… Até à estreia há muito que trabalhar, fazer pesquisa, trabalhar, repetir vezes sem conta o mesmo gesto, a mesma fala… e trabalhar, e quando já tudo parece fazer sentido, quando tudo já parece existir de verdade, há que fazer tudo de novo mais uma, duas… cinquenta vezes, até tudo estar como tem de estar. O que só acontece quando a personagem ganhar vida própria e existir de verdade nos nossos corações.

Só quem ama e vive o teatro verdadeiramente, consegue ultrapassar as dificuldades e as dúvidas que pairam constantemente na cabeça dos actores/encenador durante todo o processo de montagem de um novo personagem/espectáculo. Seguir em frente é a verdadeira prova de fogo. No teatro não há lugar ao “faz de conta”. No teatro ou é ou não é! O teatro só existe com trabalho. É o trabalho que permite aos actores fazer magia, serem quem quiserem ser, serem outro que não eles próprios. Passar a emoção para o público, fazer sentir aquele arrepio… Quando um actor pisa um palco e se expõe ao público, algo de extraordinário tem de acontecer dentro de cada um de nós.


Em cada apresentação sentimos que a nossa responsabilidade é cada vez maior, mas esse é o nosso desafio! Há que confiar no trabalho já desenvolvido, nas indicações de quem “dirige” e sobretudo há que trabalhar e entregar-se completamente, sem medo de falhar ou do ridículo e nunca, nunca desistir, nunca pensar ou dizer eu não sou capaz!

O próximo espectáculo de Quem Não Tem Cão, devagarinho lá vai ganhando corpo, dia após dia. O resultado ainda ninguém sabe, mas de uma coisa eu tenho a certeza, O MELHOR AINDA ESTÁ PARA VIR!

Que 2007 seja o melhor ano de todos os já vividos por esta família que tem “Quem não tem cão” como nome.
Saudações teatrais
RG.

29.12.06

para ganhar um ano novo...

"Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."
Excerto do poema "Receita de ano novo" de Carlos Drummond de Andrade

27.12.06


«A essência da arte não está nas suas formas exteriores, mas no seu conteúdo espiritual"

Stanislavski

A IRA

“A ira é uma explosão forte de um sentimento ruim, proveniente de uma contrariedade, de uma desilusão, de um acontecimento inesperado e ruim, de uma inconformidade ou de uma culpa. Essa explosão, quando ocorre, faz o indivíduo perder a noção dos seus actos, fazendo-o agir irracionalmente. A ira é um sentimento breve, enquanto o ódio pode durar uma vida inteira. Apesar disso, num ataque de ira, pode-se cometer erros até mais graves que as vinganças movidas pelo ódio, tal é o seu poder de estimular os ímpetos maléficos de uma pessoa.”

21.12.06

A TODOS UM BOM NATAL

A todos os nossos amigos, padrinhos, patrocinadores, conhecidos, comentadores, ao Pai Natal, simpatizantes, E AO NOSSO PUBLICO EM GERAL desejamos UM SANTO E FELIZ NATAL!

O ACTOR E O SEU CORPO

Para Antonin Artaud o actor é uma espécie de intérprete sagrado de virtualidades ocultas do corpo. O espectador deveria aceder a uma espécie de transe que o tornasse surpreendente, para si próprio, uma espécie de magia, que revolucionasse o que sentia, o que era . Seria o actor, que deveriaconduzi-lo até lá. Poderia dar muitos exemplos disto na obra de Artaud, mas escolhi apenas uma obra.
Seraffino foi um italiano que em 1781, trouxe para França um teatro de marionetas e sombras e pôs-lhe o seu próprio nome. Artaud fascinado por este Seraffino cria o texto poético-teatral LE THÉATRE DE SÉRAPHIN em que o actor utiliza o som e o gesto mediante capacidades orgânicas como por exemplo o grito , cria em si uma vida superior capaz de controlar os impulsos de resposta, mas é com o corpo que faz tudo isto. São os princípios masculino feminino e neutro que em todo o homem existem, que irrompem, que o corpo precisa materializar feminino «..atroador e terrível..», masculino força, «...mas o masculino não é nada, mantém força mas amortalha-me na força..» neutro recolhimento pesado fixo. Tudo com o corpo, sempre o corpo e as suas potencialidades ocultas, ventre, pulmões, rins e baço etc.
Há uma espécie de função mágica da voz, em LE THÉATRE DE SÉRAFHIN. O gesto também tem esta força .
Mas o que é mais importante, é que Artaud acredita que só desta maneira se reabilita aquilo que do teatro antigo se perdeu....«Quando vivo não me sinto viver mas quando represento aí mesmo me sinto existir» e ainda «Quando sonho faço qualquer coisa, e no teatro faço qualquer coisa.»

Texto de Helena Miranda
A partir de LE THÉÂTRE DE SÉRAPHIN, Gallimard 1964,

20.12.06

A LÚXURIA...

A luxúria ... Apego aos prazeres carnais...Corrupção de costumes; sexualidade extrema; lascívia; sensualidade...

"Sou viciado em sexo. penso nisso o dia inteiro. isso é normal??? "
"O meu namorado é viciado em sexo. Toda hora é hora... todo o lugar é lugar. Isso é normal?"


E os outros?

15.12.06

Sentir uma tentação é pecar?


- Não me consigo esquecer
- Dormia inquieta..
- Sentir uma tentação é pecar?
- ouvia um som semelhante a uma campainha ou um zumbido.
- 42, 4-2, 49, 4-9, 56, 5-6, 7, nº 7
- Sentir uma tentação é pecar?

11.12.06

Parabens...!!


O nosso "gatinho" Manuel fez anos...
Muitos parabens Manuel e votos de muitos sucessos teatrais e outros...
Agora todos juntos...parabens a voce nesta data querida...de vida...festa...almas...para o menino Manuel uma salva de palmas... viva ... Heeee! viva... viva.... viva...viva...

5.12.06

Sugestão de exercicio vocal fornecido pela "gata" RedSonic

...SÁ JÁ ZÁ
...SÉ JÉ ZÉ
...SI JI ZI
...SÓ JÓ ZÓ
...SI JÚ ZÚ ...

Teoria do "Efeito Borboleta"

Segundo esta teoria, o bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão (…e sabe-se lá que mais) do outro lado (ou neste lado) do mundo.

E o melhor ainda está para vir