
Tudo começou com um sonho numa tarde de Inverno de 2004. Como todos os sonhos, este também tem sido feito de persistencia, teimosia e muito querer! "Quem Não Tem Cão..." caça com um gato, foi o que fizemos! e o melhor...? o melhor ainda está para vir! RG
23.12.08
22.12.08
7º encontro do projecto de teatro "Mulheres e o Cancro da mama"


O tempo passa muito rapidamente e a nossa estreia já está marcada. 04 de Abril 2009 no Cine teatro - Casa da Cultura de Rio Maior, é a data e o local previsto para este projecto se apresentar ao público. Muita coisa temos para fazer até lá. Textos para decorar, marcações para decidir, guarda roupa, arranjar patrocinadores, publicidade...enfim muita, muita coisa...! Mas o que importa é que estamos animados e acreditamos que este espectáculo vai mudar um pouco a vida de todos os que nele participam, quiçá até a vida daqueles que nos vierem ver! Eu estou confiante e acredito nas minhas estrelas - as 7 magnificas - e na nossa estrela maior! (a nossa assistente...sempre preocupada com a voz... com a entoação... com a dicção com... com... co.. .c... e tudo isto só porque teve de gravar duas frase!) Estas mulheres são empenhadas, voluntariosas, dedicadas, esforçadas, optimistas, amáveis, compreensivas... e acima de tudo querem levar uma mensagem de esperança e optimismo mais longe. Eu não sei o que vai acontecer...mas duma coisa eu tenho a certeza: O melhor...O melhor ainda está para vir!
E quem não acredita... Espere e verá!
19.12.08
Parabens! Parabens! Parabens!
17.12.08
RECADO - Jantar de Natal
12.12.08
7.12.08
Rui Germano - Dramaturgo sem Cão - na revista "Única" do jornal "O Expresso"

É um projecto que nasceu de um sonho, e isso já nós sabíamos, mas o que acrescentou á nossa alma foi a emoção de ler que uma das motivações desta peça de teatro foi o SGlamorosas, http://www.superglamorosas.blogspot.com/ o blogue criado pela nossa amiga Cláudia Capitão, algum tempo depois de saber que sofria de cancro da mama, e que infelizmente não venceu. Mas nem por isso deixa de estar todos os dias na nossa memória e no nosso coração.
Para todas nós, as amigas da Cláudia, foi-nos dada a herança de manter ao nosso lado as mulheres que a acompanhavam através do seu blogue.
Algumas dessas amigas "do coração", todas elas com cancro da mama, integram este projecto do Rui Germano, em Rio Maior, e trabalham já a peça, que vão levar a cena em 2009, todos os domingos, na sede do grupo.
Eu tenho o privilégio de apoiar do lado de lá, podendo assistir ao desenvolvimento e evolução deste sonho, que já transportou a linha e se instalou na parte do real... mesmo muito real.
Destas mulheres, também já falei muitas vezes, aliás falo quase todas as vezes, e de todas elas só me lembro de dizer que que as admiro incondicionalmente e que a minha vida se enriqueceu por isso.
Ao grupo "quem não tem cão" e ao Rui Germano agradeço a oportunidade de as levar a palco para falarem, representando, sobre um tema tão delicado e tão próximo.
Bjinhos a todas e todo o sucesso do mundo
4.12.08
5º Encontro do Projecto "Mulheres e o Cancro da Mama"
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Foi o nosso 1º ensaio de texto após pesquisa e recolha de informação, resultado dos depoimentos e testemunhos destas e de outras mulheres que nos últimos domingos, vieram ao nosso encontro partilhando e expondo as suas experiências de luta contra o cancro da mama.
Todos em volta de uma mesa, um texto, uma caneta na mão e a vontade de conhecer a história da Teresa – nome da personagem central da peça.
Percorremos todo o texto, etapa após etapa da evolução da doença da personagem – doença que também foi vivida na primeira pessoa por cada uma destas 7 mulheres. Recordaram-se alguns episódios cómicos – à distancia do tempo – e outros que nem tanto! Gostei muito de ouvir pela primeira vez “minha Frô” contar a “cena” do Beijo e do abraço do seu médico. O saudoso Dr. Gentil Martins de quem fala sempre com tanto respeito e reconhecimento.
Foi bom estar ali sem pressa (há momentos em que se sente uma paz nestes encontros, não sei explicar! Provavelmente sou só eu? Também nunca lhes perguntei! Será??)
Bem, às 13.30H fomos almoçar, almoço alargado aos familiares dos intervenientes deste projecto. É que – tal qual a doença – este também é um projecto de família.
Afinal era Domingo! O 5º que passámos juntos.
RG
Vai um expresso?
Meninas faz favor de comprarem - e mandarem comprar a todos os amigos etc, etc - o Expresso do próximo sábado. Na Revista Unica (pág 18 ou 19... para terem a papinha toda feita), vem uma história que tem a ver com as pessoas deste blogue.E como os tempos são de crise, sempre dão um contributo para as receitas do meu local de trabalhobeijos para todas.
posted by Manela prima
Post retirado do Blog:
http://superglamorosas.blogspot.com/
Obrigado Manuela
RG
3.12.08
"West Side Story" - Amor sem Barreiras numa versão de RG e Adelaide João
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Este musical - de que gostámos e recomendamos - transporta a acção do Romeu e Julieta de Shakespeare para a Nova Iorque da década de 1950. Enquanto fazíamos tempo para a hora do começo do espectáculo, eu e a Lai Lai - como apaixonados que somos pela palhaçada e pelo amor - aproveitamos a onda de festa que se sentia por ali e fizemos a nossa própria adaptação do musical. Ela no papel de uma maravilhosa Julieta e eu no de um apaixonado Romeu. Rimos e divertimo-nos muito e temo que não tenhamos sido os únicos. Dizer apenas que a discrição não foi o nosso forte naquela noite de estrelas, V.I.P's e colunaveis!
Eu divirto-me sempre muito com esta Senhora do teatro, que bem merecia mais atenção e reconhecimento de quem tem e ou exerce algum poder nestas coisas... O amor de uma vida inteira dedicada à arte das tábuas não pode (não deve) acabar assim! A vida é muito mais que uma peça de teatro, onde os actores fingem viver emoções e situações em cima de um palco. A vida vive-se todos os dias!
28.11.08
RECADO
24.11.08
4º Encontro do projecto "mulheres e o cancro da mama"

Não posso contar pormenores sobre a peça, mas posso contar que há determinados momentos em que o nosso comandante diz ‘Vocês são mesmo mulheres, esqueçam lá esses pormenores’. Ihihihih! E claro que depois é risota pegada! Já temos piadas muito nossas e a cumplicidade cresce de dia para dia. E tudo porque um advogado que adora teatro ousou sonhar e concretizar o sonho. Mais um, entre muitos. E nós, com mais ou menos queda para o palco, ali estamos todas juntas, cada vez mais unidas, para divulgar - a quem nos queira ouvir – tudo o que há a saber sobre o cancro da mama. A descoberta, os medos, as cirurgias, os tratamentos, os relacionamentos, o que muda nas nossas vidas. Tudo. Sem tabus nem estigmas. Porque é de peito aberto que se enfrentam os maiores combates das nossas vidas.
E foi de peito aberto que a Nelinha, a Aldinha e a Tilinha falaram à RTP sobre os seus casos de cancro. Adorei ouvi-las. Estavam – elas são! – lindas. E passaram a mensagem de positivismo, esperança e altruísmo que deve reger as nossas vidas. Com ou sem casos de cancro. Parabéns, minhas amigas, e parabéns à RTP por estar atenta e não deixar cair no esquecimento uma doença a que todos precisamos de estar atentos. Prevenção, prevenção, prevenção!
Parabéns à RTP, à Associação Projecto Luz (está nos links ali à direita), a quem pratica voluntariado e a esta peça de teatro concebida pelo Rui Germano. Juntos somos mais fortes. Alguém duvida?
Um beijo enorme! E obrigada pela ginginha e pelo bolo-rei hoje em Rio Maior. Caíram que nem ginjas!"
Viveiro de Loucos
20.11.08
As nossas Mulheres do Projecto "Mulheres e o cancro da mama" no telejornal de Domingo 23 Novembro, 20h na RTP 1
17.11.08
Projecto "Mulheres e o Cancro da Mama" - 3º encontro.
Este projecto desde logo me pareceu muito interessante, capaz de chegar a um grupo vasto de pessoas e de poder desmistificar um pouco a temática do cancro de mama – sempre tão assustadora.
No entanto, a minha própria participação afigurou-se-me uma escolha pobre: não sou actriz, não quero ser. E para além de não ter apetência, não tenho, decididamente, o jeito, porque de talento então nem é bom falar. Esta temática poderia ter sido desenvolvida, com o mesmo rigor e maior qualidade, por actrizes de verdade que, por certo, projectariam no público uma teia de emoções e uma mensagem igualmente eficazes.
E este senão foi, desde o início, o meu calcanhar de Aquiles. A minha resistência interior em estar a fazer uma coisa para a qual não sou dotada, que faço com esforço, que não gosto de fazer e que sei que não vai sair com qualidade... Perguntarão: Então, o que estavas a fazer ali? Boa pergunta! Tenho-a feito todos os domingos, ou melhor, todos os dias. Porque aquele convívio é muito saudável, porque gosto muito de estar com aquelas amigas e porque acredito no projecto e porque fiquei à espera (tal como a assistente de produção me sugeriu) do clique.
E ontem apareceu a Zélia e eu, finalmente, percebi - com o coração – porque estou (estamos) ali. A Zélia está a começar o processo: vai ser operada em breve, ainda não sabe o que o futuro lhe ditará. O importante não é o teatro. O importante não é aparecermos nos jornais. O importante nem sequer é o público encarado de uma forma anónima. O importante, ontem, foi aquela pessoa. E o importante, em cada dia, em cada representação, será uma pessoa, outra pessoa... Pessoas que, tal como nós, vivem o choque, vivem o medo, vivem a desilusão, vivem a força, vivem a alegria, vivem a esperança. Estão a procurar o apoio onde colocar os pés para permanecerem levantadas. E a essas temos muito a dizer. E a todas as que, no futuro, tiverem que lidar com esta doença também. E a todas que têm ou terão familiares ou amigos com ela.
Temos a dizer-lhes do nosso choque, do nosso medo, da nossa desilusão, da nossa força, da nossa alegria e da nossa esperança. E isso pode fazer toda a diferença...
Obrigada por terem esperado por mim. Agora estou de corpo e alma inteiros convosco e foi ontem, Comandante, foi ontem que se deu o clique!
RECADO
10.11.08
Beijos, abraços e um silencio

Eu costumava dizer que tinha um único vicio: O de conhecer e descobrir pessoas e coleccionar amizades. O Teatro deu-me alguns bons amigos que amo como familia. Mas nos últimos tempos dou por mim com pouca disponibilidade (não sei se vontade também) para conhecer novas “personagens” e com menos tempo ainda, para passar com os amigos que fui “coleccionando” durante todos estes anos. Eu não gosto disso!
5.11.08
Viveiro de Loucos
4.11.08
2.11.08
Projecto "MULHERES" no Correio da Manhã - "Experiencias de sobreviventes vão transformar-se em peça"
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Esta "ideia" está a ser desenvolvida pela oficina de artistas Quem não tem Cão, de Rio Maior. "A partir dos relatos de cada mulher, vamos ficcionar uma história, que no final não será a história concreta de nenhuma delas, mas uma em que todas se revejam", explica ao CM Rui Germano, principal dinamizador do projecto, acrescentando não querer trabalhar com actrizes, apenas com mulheres que sintam na pele o drama do cancro da mama. Perante "um desafio enorme", o próprio ainda não sabe o que vai apresentar, mas diz sentir-se "muito confiante, pois o grupo mostra estar bastante motivado".
Ao primeiro encontro, há duas semanas, vieram oito mulheres. Antes do segundo, a novidade espalhou-se nos blogues e apareceram várias caras novas, o que deu grande alento a Rui Germano, que está curioso quanto ao número de participantes que vai conseguir reunir. Nos ensaios, divididos em duas partes, não há formalidades. Primeiro, as mulheres sobem ao palco e conversam abertamente sobre a doença. Sem segredos ou preconceitos, relatam na primeira pessoa o medo que as invadiu no momento da descoberta e a angústia de contar à família.
As técnicas de expressão e representação chegam num segundo momento do ensaio, onde se trabalha um esboço de texto, ainda incipiente. "Muitos dos exercícios feitos em teatro vasculham a intimidade das pessoas, têm a ver com o abrir de caixas, com o dar a conhecer fragilidades que nos assustam", sustenta Rui Germano, para quem "é neste sentido que o projecto pode ser extremamente enriquecedor para quem nele participar".
DETALHES
ESTREIA POR DEFINIR
Rui Germano ainda não tem data de estreia para a peça.
ÂMBITO NACIONAL
O projecto reúne mulheres de Rio Maior, Lisboa, Caldas da Rainha e Ovar, mas encontra-se aberto à participação de quem pretender fazer parte dele.
DE OVAR PARA RIO MAIOR
Laurinda Almeida é quem se desloca de mais longe, pois reside em Ovar. "Senti-me bastante à vontade, pois falámos de uma realidade pela qual todas passámos", disse ao CM."
31.10.08
28.10.08
Gosto Tanto de Ti
- Se me quiseres encontrar sabes onde me procurar.
Levei a minha atitude até ao fim. Respondi-lhe que o meu número de telefone também continuava o mesmo, até lho relembrei, soletrando dígito a dígito. Conforme ia pronunciando os algarismos que compunham o meu número de telefone, na minha cabeça ia-se formando a convicção de que a estava a perder. E tudo por causa do narigudo! A minha voz, número após número, foi-se sumindo. Foi de tal forma que os dois últimos algarismos já só foram murmurados -6, 8...6 … 6…6…6…6 repeti.
Ela saiu. Aguardei sem nada fazer seguindo-a com o olhar. Convenci-me que ela não tinha coragem para me abandonar ali, daquela maneira. Ao passar pela porta parou. Eu libertei o ar que tinha aprisionado no meu peito. Voltei a respirar. Ela estava ali parada diante da porta de costas para mim. Ela tinha reconsiderado. Que alívio! Não consegui disfarçar uma alegria interior que se manifestava nos meus olhos que não mentem. Eu não a tinha perdido. Ela amava-me! Amava-me! Sempre soubera que sim. Lentamente virou o rosto, o lindo rosto que tinha. De cabeça baixa olhou em direcção da mesa do canto, onde eu permanecia e onde sempre havíamos tomado, ela, um café, eu, um chá preto. Olhou-me duma forma que eu não lhe conhecia. Vejo-lhe o verde dos olhos. Os lábios dizem qualquer coisa que não percebo e num apressado e único passo de gigante, saiu.
Só e na mesa do café do costume, verti a primeira lágrima das muitas que viria a chorar mais tarde. Na recordação dos olhos dela li agora, adeus!
Não consegui sair dali. Eu queria ir atrás dela mas não consegui. Sentia-me como se tivesse mil quilos, não me conseguia levantar da cadeira. Ela tinha de voltar! O nosso amor... o meu amor, tinha de ser superior a uma birrinha estúpida de quem está simplesmente loucamente apaixonado. Tinha de ser! Eu sabia que a qualquer momento ela ia entrar por aquela porta e pedir-me desculpa. Eu sabia! Ela amava-me! Eu amava-a! Não nos podíamos separar assim, a nossa história não podia acabar mal. Todas as histórias de amor acabam bem. As princesas boas casam com os príncipes encantados, vão viver para magníficos castelos de duas torres, onde têm muitos filhos e vivem felizes para sempre. Eu naquele momento, não desejava casamento nem filhos nem castelos com muitos criados, só a queria a ela. Enquanto esperava pelo seu regresso montada num cavalo branco, peguei na caneta, num guardanapo de papel fino e escrevi o que não tive tempo, nem coragem de lhe dizer:
As coisas que eu tenho!
Tenho tantas coisas, mas o que mais queria não tenho!
Tenho uma camisola vermelha quase rota, com que costumo dormir de Inverno, um disco que nunca ouvi e outro, com que quase sempre adormeço.
Tenho um sinal no queixo que me irrita, a fotografia de um gato preto que morreu de velho e guardo na carteira ao lado do B.I.. Tenho saudades do gato, pena de mim e dores nos joelhos quando muda o tempo.
Tenho saudades da chuva quando é Verão, do sol quando faz frio e de que gostem de mim como eu gosto de ti.
Tenho um álbum de fotografias de amigos que vejo quase todos os dias e vontade de rir quando me revejo nelas. Sofro da doença de gostar e tenho medo.
Tenho dores de cabeça quando penso em ti e não te vejo e, tenho dores de cabeça quando estou contigo e tu não dizes que gostas de mim. Tenho uma torradeira que não funciona e uma coluna de som na casa de banho, para quando tomo longos banhos de imersão. Tenho muitos amigos que gostam de mim, outros tantos que nem por isso, e a dúvida de que alguém goste de mim como eu gosto de ti.
Tenho uma casa pequenina com uma janela grande na sala de onde se avista o Tejo, um quadro na parede pintado por mim, que nunca assinei e um galo de Barcelos em cima do baú onde guardo as mais gratas recordações. Tenho bons princípios e uma cama quase sempre vazia. Tenho sonhos eróticos de vez em quando e uma tablete de chocolate amargo na gaveta da mesa-de-cabeceira, para comer nos dias em que tenho insónias. Tenho um livro que nunca acabarei de ler e outro que já li 3 vezes. Tenho uma paixão por azul, embora também goste muito de verde. Tenho um carro que anda, uns lábios carnudos e uma mãe encantadora que raramente vejo e me telefona sempre nas horas em que estou carente de afecto.
Tenho tanta coisa a que não ligo nem pedi, e o que mais quero não tenho!
Tenho pena de mim por ser quem sou, por um dia ter permitido ao meu coraçãozinho grande, encher-se de alegria por te ver. Tenho saudades de ser quem fui e desejo de te ter sempre aqui ao pé de mim. Mas sei que não pode ser! Porque tu... Tu tens mais que fazer do que gostar de mim como eu gosto de ti.
Gosto tanto de ti!
27.10.08
Projecto "Mulheres e o Cancro da Mama" - 2º encontro
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Ontem, Domingo, realizou-se o 2º encontro do projecto “mulheres” com broas (obrigado Cristina) Pão de Ló (obrigado Cinda) café e entrevistas para o Correio da Manhã! Este projecto começa a chamar a atenção da comunicação social, o que aumenta em muito a nossa responsabilidade. Primeiro a visita do Jornal Expresso – no Domingo passado - agora o Jornal Correio da Manhã, e ainda vamos só no segundo encontro.
Foi bom receber a visita de caras novas. Refiro-me à Cinda – que veio de Ovar com o seu maravilhoso Pão de Ló e um presentinho muito simpático que fez questão de oferecer a todos. A querida Lou, que brevemente regressará a Angola, sua terra, uma vez que está no fim dos tratamentos que ainda a vão prendendo por cá.
Neste Domingo, tivemos assistência pela primeira vez, o que ao principio – confesso - me estava a deixar um bocadinho nervoso, mas passou logo!
Ontem percorremos todas as fases da doença, desde a descoberta, passando pelas primeiras consultas, a operação, os tratamentos, enfim, por todas as etapas do cancro. No fim dos vários testemunhos, definimos o ponto de partida daquele que será o “esqueleto “ da peça a apresentar no fim destes encontros de tons rosa – que, como já se percebeu naquelas conversas, tem muitas outras tonalidades, às vezes propositadamente escondidas! Umas mais carregadas outras nem por isso.
Até definirmos o alinhamento final, muita coisa vai ser experimentada, abandonada e ou adicionada. É bom podermos discutir o que cada um gostaria de ver ali retratado, mas melhor ainda, vai ser quando conseguirmos superar aquelas que se apresentam agora, como dificuldades. Existem muitos desafios ali. E são esses múltiplos desafios, que fazem deste projecto algo tão único e especial. A ideia não é relatar na primeira pessoa o testemunho de cada uma das participantes. Isso faz-se um pouco por todo o lado, quer na net, através de blogues, sites, quer nos encontros e ou sessões de esclarecimentos sobre a doença, que felizmente se vão fazendo um pouco por todo o lado. Mas a nós, é-nos exigido um pouco mais que isso! A “peça” a apresentar dirige-se a um público muito diversificado, e não exclusivamente para quem foi, directa ou indirectamente apanhado por esta doença. Pelo que a linguagem utilizada terá de ser mais teatral, mais trabalhada do que uma mera, mas sempre difícil exposição da nossa intimidade. Este é o nosso desafio! Como o vamos agarrar e superar, ainda não sei. O que sei neste momento é que está tudo em aberto, e que conto com a generosidade e empenho de todas as que se dispuseram a entrar neste projecto para me ajudarem a transformar as dificuldades de cada uma, em oportunidades de nos superarmos a nós mesmos, e quem sabe, ajudar, esclarecer alguem que passa ou poderá vir a passar pelo mesmo! Este sim será o objectivo final deste projecto que já não me deixa dormir.
Durante duas semanas vamos interromper os encontros de grupo, para nos podermos dedicar ao texto e descoberta do que cada uma, quer colocar de seu ali. Retomamos os trabalhos a 16 de Novembro, espero que cheios de vontade de fazer o que parece impossível! Porque o melhor… o melhor ainda está seguramente para vir.
Até lá!
21.10.08
Tons Rosa - Projecto "Mulheres e o cancro da mama" - 1º encontro

16.10.08
O PALCO
15.10.08
Sem tempo para dormir... mas feliz!
Muita coisa boa está a acontecer no seio desta família.
Muitos projectos - que é preciso por em andamento - muito trabalho de planificação, organização... definir (de uma vez por todas) os horários dos novos cursos, contratar os formadores, continuar a politica de fazer novos associados, preparar os encontros do projecto "Mulheres", preparar as aulas do V Workshop de iniciação ao teatro, fazer pagamentos e depósitos bancários, muitos telefonemas, e-mails, pensar na "decoração" e manutenção do nosso "Teatro do Cão", reunir com a banda residente, reunir às 4as Feiras com os veteranos... descobrir quem são os actores que vão integrar o elenco na peça infantil - que já está escolhida... Enfim muita actividade! Sobra (muito) pouco tempo!
Para além disto - e tão ou mais importante que isto (já nem sei bem) - há um escritório, reuniões, julgamentos, preparar acções e requerimentos, sessões de formação noutras áreas que não o teatro - se bem que esse está sempre presente - uma mãe, amigos e restante família!
Estou sem tempo para dormir... mas ainda respiro e estou feliz, porque continuo a acreditar que tudo isto vale a pena!
Hoje vou tentar aproveitar a ida a Lisboa, para fazer uma coisa que ando a adiar faz demasiado tempo... e não é vaidade ou desleixo... é falta de tempo mesmo!
14.10.08
Agenda da semana e nota.
13.10.08
12.10.08
Emoções em tons "Pink"

10.10.08
Primeira Aula
Enquanto decorria a aula no palco com os iniciados, os veteranos que estavam de serviço ontem - Alexandra, Joaquim, Manuel e Maria João - aproveitaram o tempo para avançar com alguns trabalhos administrativos. Temos tanta coisa para organizar! Aiii!
9.10.08
É bom ver a familia crescer
6.10.08
É bom ver as luzes acessas

3.10.08
RIR...
Sessões espirítas, uma orgia ou um planário sindical?? REVOLTA AO PODER LOCAL!!! desimaginem-se senhores, nem a àgua do Bocage vos ajuda! Vão lavar a língua. CULTURA?! TEATRO?! tenham respeito ao próximo! QUE DEUS VOS PERDOE porque não sabem o que fazem!
Devil deixou um novo comentário sobre a sua postagem : Imaginei-me num autentico manicómio, espectacular! lembram-se do filme "Voando sobre um ninho de cucus", a vossa peça diria que era "voando sobre um monte de merda"! Desculpa qualquer coisinha, isto é o que me vai na alma. Encenador PAZ À SUA ALMA!
INCOMODADO! deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Magia de uma noite de Verão no Bistro III": MAS ESTA TUDO BEBADO OU QUE?? ACORDEM PARA A VIDA, VAMOS MAS É TRABALHAR, COIRÕES!!! SÓ SABEM E MAMAR JANTARES, DEVEM PENSAR QUE AS PESSOAS NAO TEM MAIS NADA PARA FAZER, A ALTAS HORAS DA NOITE AINCOMODAR OS QUE QUEREM DORMIR. SINCERAMENTE, TA TUDO PARVO! BARDAMERDA PARA VOCES TODOS...CHAMAM A ISSO CULTURA, IR PARA OS BARES A ACTUAR QUE NEM ANORMAIS! EMPLASTROS
2.10.08
Hoje vou dormir feliz

1.10.08
Fetiche
- Gosto de ti. Gosto do teu corpo, dos teus olhos, do teu nariz!. Não sabes quanto eu gosto do teu nariz! É grande, dá-te personalidade. Não resisto a um nariz grande, excita-me! não sei porquê. - Disse-me.
- Não me digas que tens uma fixação por narizes grandes? Perguntei-lhe.
- É mais que uma fixação é um caso de “fetichismo” puro!
Respondeu-me ela a rir.
- Não sei…acho que sim. Há quem se excite com peças de roupa intimas, com pés, com odores, eu excito-me com narizes. Um nariz é uma marca de personalidade, e além disso, quando bem usado pode fazer milagres. Acrescentou ela com alguma malícia, apontando para o meu!
- Que disparate! Começo a levantar algumas dúvidas acerca da tua sanidade mental. Corei.
- E tu ? qual é o teu fetiche? Perguntou-me.
- Assim de repente não estou a ver… sei lá…acho que não tenho…
- Não pode ser, todas as pessoas têm um fraquinho qualquer, uma peça de “lingerie”, fazer amor num local público, um par de sapatos, qualquer coisa!...
- O meu fetiche acho que és tu! És tu que me excitas! Nada me excita mais que tu!
- O quê?
- Tu és o meu fetiche! Pões-me de cabeça louca, és a única pessoa que me põem fora de mim…
- Sim sim! Ok! Respondeu ela com desinteresse. Tens uma imaginação inesgotável. Definitivamente! Isso não é fetiche coisinha!
Eu odiava quando ela me tratava por "coisinha". Tão redutor… ela dizia que era uma forma carinhosa de me tratar. Eu aceitei.
- Mas é bom ouvir…. Gosto! É sempre lisonjeiro uma mulher ouvir isso... “Tu és o meu fetiche” repetiu ela imitando a minha voz. sorriu.
- Mas porquê essa tua fixação por narizes grandes? - Perguntei-lhe. Foi então que me explicou que em tempos tinha tido um namorado, um rapaz segundo ela de fraca figura, pequeno, magro e de pele esverdeada, mas possuidor de um enorme nariz que quase lhe chegava ao queixo. Como se fosse um bico que lhe inrrompia do rosto. Foi aquele rapaz de fraca figura e nariz fino e agudo que a fez atingir o “climax” pela primeira vez.. Não se cansou de o elogiar nem as habilidades que ele fazia com o nariz. Fiquei magoado ao ouvir aquilo. Sem nada para dizer calei-me.
- Então não dizes nada? - Perguntou ela.
- Tinhas mais prazer com ele do que comigo? - Perguntei-lhe eu estupidamente. Ele era melhor que eu? - Insisti. Hoje sei que esta é uma pergunta que nunca se deve fazer. Nunca devemos pedir que nos comparem com alguém, muito menos em questões de cama. A não ser que tenhamos a certeza da resposta. O que não era o caso. Apesar do meu nariz ser dum tamanho acima da média, a avaliar pela descrição, ele tinha um bem maior e mais habilidoso.
Ainda mal tinha acabado de fazer a pergunta e já me tinha arrependido - coisa que aliás, com ela era frequente - adivinhando que a resposta podia ser diferente daquela que eu gostava de ouvir. Mas a ideia da minha Lindinha estar com outro não me agradava. Embora não o conhecesse, já o odiava. Não suportava a ideia de ter havido outro na sua vida.
Surpresa das surpresas, desta vez ela resolveu poupar-me, respondendo-me somente que tinha muito prazer comigo. Ao ouvir tal resposta senti um reconfortante alivio, contudo a insegurança rapidamente tomou conta de mim. Não consegui evitar:
- Essa foi a forma mais delicada que encontraste para dizer que ele era melhor na cama que eu, não foi? Podes dizer a verdade, não tenhas problemas em me magoar.
- Este foi o meu segundo erro em menos de dois minutos. Respondeu-me que estava a ficar farta de mim, que não aguentava mais as minhas dúvidas existenciais. Falou-me da necessidade excessiva de me comparar com o incomparável, dos meus medos, dos meus traumas, das minhas frustrações, em suma: Que não estava mais para me aturar. Queria umas férias de mim. Desorientei-me!
Implorei para que não me deixasse, prometi que ia mudar, eu queria mudar, tinha de mudar. Não só por causa dela, mas principalmente por causa de mim. O amor que sentia por ela era grande e verdadeiro, e isso é uma coisa rara. Quando se encontra não se deve perder. Mas aquele sentimento já não era só amor, era uma doença degenerativa que me ia matando aos poucos! E ela era a minha única possibilidade de cura. O mais grave é que ela sabia disso! Ela usava isso! Se por um lado eu tinha a certeza de que ela era o grande amor da minha vida, também sabia que ela não me amava como eu a amava a ela.
Éramos diferentes, sentíamos de forma diferente e queríamos coisas diferentes da vida. Tínhamos amigos diferentes, gostos musicais diferentes, diferentes maneiras de exteriorizarmos os nossos sentimentos. Esta luta constante tornava-nos incompatíveis. Se por um lado era a gestão dos mecanismos de combate que nos mantinha acesa a chama da relação, também era esta constante batalha que nos podia levar a deixar de ouvir o coração. Foi o que aconteceu!
Rapidamente adoptei uma estratégia, a única que não podia ter usado.
- Se te queres ver livre de mim podes ir embora. Eu consigo muito bem viver sem a tua presença. Sem a tua companhia. Sem te ter a meu lado! - Respondi-lhe sem vacilar. Ela não estava à espera desta minha atitude. Nem eu! Ainda hoje me pergunto onde fui arranjar forças para dizer tal coisa. Senti-a completamente desarmada.
Foi uma resposta da qual ela não estava à espera. Como iria ela superar aquele teste? Eu sabia que com esta atitude podia perde-la para sempre, mas também tinha consciência que a nossa relação podia sair fortificada. Corri o risco. Tínhamos de esclarecer de uma vez por todas a nossa relação, por muito que isso me custasse, preferia viver sem ela do que andar com constantes crises de insegurança e depressões. Eu afinal só queria uma coisa: Queria que ela provasse que me amava e que eu era o homem da sua vida!
30.9.08
28.9.08
Projecto "Mulheres" - Reagendamento
25.9.08
Falemos de projectos II
24.9.08
V- Workshop de Teatro
Nº de Participantes: máximo 13
Aula zero: 2 de Outubro (Aberta a todos sem qualquer compromisso de frequência)
Inicio Curso: 9 Outubro
Duração: De 9 de Outubro a 15 de Janeiro.
Horário: Quintas feiras das 20.30h às 23.30h
Local: “Teatro do Cão” antigo Cinema Casimiros
Objectivos:
a) Desenvolver o potencial criativo e as capacidades expressivas e de improviso dos participantes, através de jogos e exercícios.
b) Explorar a componente lúdica e imaginativa do teatro, e possibilitar novas descobertas e experiências pessoais.
c) Exercitar actrizes e actores para as muitas possibilidades da cena contemporânea, através da expressão cénica de textos narrativos e improvisações.
23.9.08
Agenda de Outubro
- 12 Outubro - 14.00h Arranque do Projecto “Mulheres” Teatro do Cão antigo cinema Casimiros.
- Apresentação e inicio dos ensaios da Banda residente da companhia “Dog Family”
Vestido de Noiva - Da Coxia
20.9.08
Ganhar asas II
RG
Oficina de Teatro
"Quem Não Tem Cão-oficina de artistas" vai realizar mais um CURSO DE INICIAÇÃO AO TEATRO Em Rio Maior.
Com inicio previsto para Outubro de 2008, este curso terá a duração de 3 meses, 3 horas semanais, 1 vez por semana em Horário pós laboral.
Se gostas de teatro e queres aprender a representar esta é a oportunidade!
Cléo de Páris - sem rede de protecção
Ganhar asas I
