Existem vários motivos para este ano não ir de férias em Agosto. A gripe A... o crescente medo de andar de avião… Tudo desculpas....! O principal motivo é porque me sinto no fim de uma fase ou antes, sinto-me num estado de transformação. Estou em estado de metamórphosis!
Tudo aquilo a que nos últimos anos me comprometi, acho que – melhor ou pior - cumpri. Sinto-me de consciência tranquila e de bem com todos aqueles que, por amizade, egoísmo e ou loucura, em diferentes momentos decidiram estar ao meu lado e embarcar nesta aventura que é fazer Teatro na nossa cidade de uma forma que até então, não se tinha visto por aqui.
Quem Não Tem Cão e todos os projectos teatrais que desenvolvi, levaram-me a conhecer pessoas e a abordar assuntos que me permitiram viver momentos inesquecíveis e a crescer como individuo e quem sabe até, como "artista". Mais, sem que fosse nosso objectivo inicial, Quem Não Tem Cão, proporcionou a muitos outros a possibilidade de viverem experiencias de vida, cujas regras apertadas da sociedade actual - pelas quais a maioria de nós se rege – jamais daria a oportunidade de experimentar. E isso é algo excepcional e tão esquecido por quem faz uma avaliação superficial daquilo que é e tem sido o nosso trabalho.
Depois existe “5 Mulheres…” “Blue”, “Bairro Solidão”, “Rosa Esperança" As "Noivas" e este Blogue… Mais que meus… lamentavelmente, sinto estes trabalhos como sendo eu próprio! Sinto-os como se fossem uma extensão do meu próprio corpo. E isso, sendo bom, não deixa de ser cruel e terrível.
Talvez por isso me dedique tanto, me esforce tanto e faça destes projectos a minha prioridade de vida naquelas momentos em que tudo tem de acontecer! Talvez por isso seja - como me dizem – tão exigente. Talvez por isso deixe de dormir, de comer e às vezes até de dar atenção ao que verdadeiramente devia importar na minha vida! Talvez por isso, cada critica, cada dificuldade, cada elogio ou até um simples reparo feito por alguém chamando a atenção para a forma certa de fazer as coisas - esquecendo-se da total falta de recursos humanos do Quem Não Tem Cão e da ausencia de uma estrutura que o suporte - tocam-me como se me espetassem facas no peito e ou falassem mal de mim ou daqueles que mais gosto. Talvez por isso viva tudo tão intensamente - para o bem e para o mal - e às vezes me sinta profundamente sozinho, magoado, desacompanhado e abandonado por aqueles que em momentos de “festa” me dizem poder contar com eles… Talvez por isso, não acredite mais de que vale a pena o esforço e continuar com uma coisa que nem sei se existe para além da minha cabeça.
Apesar das muitas alegrias que vivemos todos juntos desde que começamos … também tenho vivido – em silencio (e não é por opção) - dias esgotantes e muito dificeis. Esse é um preço que não estou disponível para continuar a pagar. Uma decisão tão aceitavel para mim, como é para qualquer outro!
Muitas foram as dúvidas e as questões que coloquei a mim mesmo, nos momentos reservados ao meu descanso e ao meu trabalho no escritório, na expectativa de obter uma resposta clara do que devia fazer para agir bem. Como continuar com este projecto que eu amo? Que modelo adoptar? Qual a abordagem a fazer a quem diz fazer parte do Quem Não Tem Cão? Estamos no fim de Julho e - por incapacidade minha - essa resposta nunca me chegou de forma clara. Eu não sei o que decidir para fazer o CERTO. Mas uma certeza eu tenho: Assim, como tem sido... mais não! Por muito que me custe – e quem me conhece sabe – Assim não consigo continuar.
Alguma coisa vai ter de mudar e como sei – ou não fosse formador na área comportamental – que não podemos esperar mudar os outros, a alternativa é, conforme recomendam os manuais, mudar o que está ao nosso alcance: Ou seja, eu mesmo!
Sou eu quem vai ter de mudar e por isso já decidi. Este é o meu Verão metamórphosis. Setembro já não será igual. Eu e o Quem Não Tem Cão não seremos mais um único. Quem Não Tem Cão terá de encontrar o seu caminho e eu o meu! Não sei se encerro um ciclo na minha vida e ou se simplesmente opero uma transformação e abro outro. Só sei que em Setembro, se tudo continuar na mesma é porque falhei! Falhei comigo e principalmente, depois deste texto, falhei especialmente convosco!
Depois existe “5 Mulheres…” “Blue”, “Bairro Solidão”, “Rosa Esperança" As "Noivas" e este Blogue… Mais que meus… lamentavelmente, sinto estes trabalhos como sendo eu próprio! Sinto-os como se fossem uma extensão do meu próprio corpo. E isso, sendo bom, não deixa de ser cruel e terrível.
Talvez por isso me dedique tanto, me esforce tanto e faça destes projectos a minha prioridade de vida naquelas momentos em que tudo tem de acontecer! Talvez por isso seja - como me dizem – tão exigente. Talvez por isso deixe de dormir, de comer e às vezes até de dar atenção ao que verdadeiramente devia importar na minha vida! Talvez por isso, cada critica, cada dificuldade, cada elogio ou até um simples reparo feito por alguém chamando a atenção para a forma certa de fazer as coisas - esquecendo-se da total falta de recursos humanos do Quem Não Tem Cão e da ausencia de uma estrutura que o suporte - tocam-me como se me espetassem facas no peito e ou falassem mal de mim ou daqueles que mais gosto. Talvez por isso viva tudo tão intensamente - para o bem e para o mal - e às vezes me sinta profundamente sozinho, magoado, desacompanhado e abandonado por aqueles que em momentos de “festa” me dizem poder contar com eles… Talvez por isso, não acredite mais de que vale a pena o esforço e continuar com uma coisa que nem sei se existe para além da minha cabeça.
Apesar das muitas alegrias que vivemos todos juntos desde que começamos … também tenho vivido – em silencio (e não é por opção) - dias esgotantes e muito dificeis. Esse é um preço que não estou disponível para continuar a pagar. Uma decisão tão aceitavel para mim, como é para qualquer outro!
Muitas foram as dúvidas e as questões que coloquei a mim mesmo, nos momentos reservados ao meu descanso e ao meu trabalho no escritório, na expectativa de obter uma resposta clara do que devia fazer para agir bem. Como continuar com este projecto que eu amo? Que modelo adoptar? Qual a abordagem a fazer a quem diz fazer parte do Quem Não Tem Cão? Estamos no fim de Julho e - por incapacidade minha - essa resposta nunca me chegou de forma clara. Eu não sei o que decidir para fazer o CERTO. Mas uma certeza eu tenho: Assim, como tem sido... mais não! Por muito que me custe – e quem me conhece sabe – Assim não consigo continuar.
Alguma coisa vai ter de mudar e como sei – ou não fosse formador na área comportamental – que não podemos esperar mudar os outros, a alternativa é, conforme recomendam os manuais, mudar o que está ao nosso alcance: Ou seja, eu mesmo!
Sou eu quem vai ter de mudar e por isso já decidi. Este é o meu Verão metamórphosis. Setembro já não será igual. Eu e o Quem Não Tem Cão não seremos mais um único. Quem Não Tem Cão terá de encontrar o seu caminho e eu o meu! Não sei se encerro um ciclo na minha vida e ou se simplesmente opero uma transformação e abro outro. Só sei que em Setembro, se tudo continuar na mesma é porque falhei! Falhei comigo e principalmente, depois deste texto, falhei especialmente convosco!
RG