E se de repente, durante a noite, a cidade fosse invadida por coelhos gigantes e marotos?
Tudo começou com um sonho numa tarde de Inverno de 2004. Como todos os sonhos, este também tem sido feito de persistencia, teimosia e muito querer! "Quem Não Tem Cão..." caça com um gato, foi o que fizemos! e o melhor...? o melhor ainda está para vir! RG
14.1.08
10.1.08
Reis e Rainhas em jantar de Natal - as imagens possiveis
Neste já tradicional Jantar de Natal em dia de Reis, participaram praticamente todos os membros da familia real do maravilhoso mundo do "Cão". Infelizmente a máquina não registou todos os reis e rainhas que acederam ao convite de jantar, porque a bateria acabou inesperadamente. Ficam estas fotos para desvendar um pouco do que por lá se passou e a esperança de que para o ano sejamos muitos mais.
RG
8.1.08
26.12.07
Jantar de Natal em dia de Reis
O Jantar de Natal do "Teatro do Cão" é em dia de Reis
6 de Janeiro Restaurante "A Fortaleza" pelas 20.30h
Reservas pelo 96 792 6002, com a Otilia e ou com o Rui
Estão todos convidados - é obrigatório o uso de uma coroa
Parabens Alexandra


A Alexandra fez anos no passado dia 19 de Dezembro - dia da nossa ultima aula de 2007. Quem Não tem Cão deseja-lhe muitas felicidades e sucessos profissionais pessoais e porque não teatrais! A Xana diz que não quer ser actriz mas... quem sabe...! 2008 dir-nos-á!
Uma coisa é certa, a Alexandra já ganhou um lugar especial no Grupo do Teatro do Cão. Venham mais como ela. Venham todos os que vierem por bem.
Beijos, canções e emoções com uma lista em "V" nas costas para todos.
PP
21.12.07
Boas Festas
Como já aconteceu o ano passado, o nosso jantar de Natal é dia 6 de Janeiro - dia de Reis - no restaurante a fortaleza pelas 20.30h.
É para todos os que quiserem aparecer - é obrigatório levar uma coroa, de ouro, de papel, de plastico, tanto faz. Sejam imaginativos e surpreendam!
Por ora resta-me desejar a todos os amigos e visitantes deste blog boas festas e um Feliz ano novo cheio de sucessos pessoais, profissionais e teatrais.
E não se esqueçam que o melhor...ainda está para vir!
Até 2008
PP
12.12.07
A minha amiga "puta"
Durante todo este tempo não passou um dia sequer, sem que eu não tivesse pensado nela. Todos os dias à mesma hora, como se de promessa se tratasse, passava pela rua onde a vi pela primeira vez.
Não há tasca, restaurante, casa de fados ou beco no Bairro do Amor que eu não conheça. Até já as putas me olham com desconfiança. Excepto uma, a da porta nº 7. Chama-se Maria Odete de não sei o quê. À minha passagem, todos os dias me pedia um cigarro num gesto demorado. Eu, dava-lhe dois, em movimentos rápidos e inseguros. Com o passar dos dias, os meus gestos ficaram cada vez mais seguros. O tempo deu lugar à troca de algumas palavras de agradecimento e depois a algumas frases curtas.
- Arranjas-me um cigarro? “Fixe! Dois”. Amanhã passas cá?.
- Gostava de não passar...
Repetimos este dialogo sem acrescentar uma palavra, sem alterar um gesto vezes sem conta. Tudo se passava rigorosamente assim. Igual.
Um dia, ao passar em frente da porta nº 7 como sempre fazia, já com os dois cigarros na mão prontos para lhos entregar, em vez de em pé como sempre a tinha encontrado, na sua irepreensivel postura de “puta”, Maria Odete estava sentada no degrau do portal, com os braços enrolados em volta da barriga e a cabeça aconchegada no meio das pernas. Silencio.
- Então, hoje compraste tabaco? - Perguntei a medo.
- Não. É que...A noite ontem correu-me mal... - Disse-me ela sem levantar a cabeça. Desci ao nível dela. De cocaras perguntei à minha amiga “puta” o que se tinha passado na noite anterior. Foi então que, levantando a cabeça, me contou que um filho da mãe, que bem se podia considerar filho dela, a havia levado para o carro e a tinha maltratado. As marcas no corpo dela não o desmentiam.
-Já foste à Policia?- Perguntei eu ingenuamente. Respondeu-me que as “putas” não são bem recebidas na Policia.
- Os policias só gostam de “putas” quando despem a farda.- Acrescentou.
- Mas tu...Tens de fazer qualquer coisa, sabes quem foi não sabes? Insisti.
- Mas em que mundo é que tu vives? Eu sou uma “puta”! estás a ver? –Levantou-se. - Olha bem para mim! uma “puta”! Eu sou uma “puta”! - Disse-me com a voz alterada, enquanto batia com força com as mãos cerradas no peito. Calei-me. Voltou a sentar-se. Deu-me vontade de a abraçar. De lhe dizer que não voltará a acontecer. Não fui capaz.
Não há tasca, restaurante, casa de fados ou beco no Bairro do Amor que eu não conheça. Até já as putas me olham com desconfiança. Excepto uma, a da porta nº 7. Chama-se Maria Odete de não sei o quê. À minha passagem, todos os dias me pedia um cigarro num gesto demorado. Eu, dava-lhe dois, em movimentos rápidos e inseguros. Com o passar dos dias, os meus gestos ficaram cada vez mais seguros. O tempo deu lugar à troca de algumas palavras de agradecimento e depois a algumas frases curtas.
- Arranjas-me um cigarro? “Fixe! Dois”. Amanhã passas cá?.
- Gostava de não passar...
Repetimos este dialogo sem acrescentar uma palavra, sem alterar um gesto vezes sem conta. Tudo se passava rigorosamente assim. Igual.
Um dia, ao passar em frente da porta nº 7 como sempre fazia, já com os dois cigarros na mão prontos para lhos entregar, em vez de em pé como sempre a tinha encontrado, na sua irepreensivel postura de “puta”, Maria Odete estava sentada no degrau do portal, com os braços enrolados em volta da barriga e a cabeça aconchegada no meio das pernas. Silencio.
- Então, hoje compraste tabaco? - Perguntei a medo.
- Não. É que...A noite ontem correu-me mal... - Disse-me ela sem levantar a cabeça. Desci ao nível dela. De cocaras perguntei à minha amiga “puta” o que se tinha passado na noite anterior. Foi então que, levantando a cabeça, me contou que um filho da mãe, que bem se podia considerar filho dela, a havia levado para o carro e a tinha maltratado. As marcas no corpo dela não o desmentiam.
-Já foste à Policia?- Perguntei eu ingenuamente. Respondeu-me que as “putas” não são bem recebidas na Policia.
- Os policias só gostam de “putas” quando despem a farda.- Acrescentou.
- Mas tu...Tens de fazer qualquer coisa, sabes quem foi não sabes? Insisti.
- Mas em que mundo é que tu vives? Eu sou uma “puta”! estás a ver? –Levantou-se. - Olha bem para mim! uma “puta”! Eu sou uma “puta”! - Disse-me com a voz alterada, enquanto batia com força com as mãos cerradas no peito. Calei-me. Voltou a sentar-se. Deu-me vontade de a abraçar. De lhe dizer que não voltará a acontecer. Não fui capaz.
(MC 1996)
6.12.07
4.12.07
Os primeiros passos
Tanta coisa mudou desde esse primeiro dia. Tanta coisa já fizemos e aprendemos juntos! Durante estes anos, outros já se juntaram a nós. Outros já se despediram de nós. Devagarinho, inconscientemente e porque ha entre nós quem ame o TEATRO, lá fomos construindo o nosso caminho, ganhando o nosso lugar, o nosso publico, os nossos amigos. Construimos uma familia! Uma familia que como todas as que conheço, tem os seus problemas, as suas alegrias, decepções... Não há familias perfeitas. Hoje, olhando para trás, muitas vezes dou por mim a pensar: E agora? qual é o passo seguinte? Tem días que não tenho dúvidas...outros há...que é só o que tenho. O teatro tem a capacidade de mudar-nos por dentro. De nos mostrar mais como somos de verdade. Sem mascaras, sem rede. Saibamos aproveitar o que o Teatro nos oferece, porque o melhor...o melhor ainda está, seguramente para vir!
RG
28.11.07
Um miminho para Osvaldo
22.11.07
Parabens Ana e Mª João
Para elas votos de muitas felicidades e sucessos pessoais, profissionais e teatrais!
O Bolo - surpresa da Mª João - era hiper super gostoso! Nham! Nham!
Uma bela forma de acabar a aula, que por si só, já foi doce e muito produtiva.
Estamos todos - sem excepção - cada vez melhor. O trabalho de muitas aulas começa a mostrar os seus resultados.
Afinal ser um chato... vale a pena!
:o)
PP
20.11.07
Homenagem singela
"Santinha da Boca Pequena"
"Sim, porque eu tenho muita fé nesta Santinha"
"Soraia Cristina in Cinco Mulheres, Um Travesti e o Namorado de Uma Delas"
:o)
Obsessão
Hoje eu sei que aquela imprevisivel troca de olhares não tinha sido obra do acaso. O destino, na sua inquestionavel sabedoria, decidiu cruzar as nossas vidas e dar-me uma lição. Assim, simplesmente, através de um olhar. Jamais esquecerei aqueles olhos. Era inevitável! tinha de voltar a vê-la. Havia uma misteriosa força que me empurrava para aquela mulher. Eu tinha de voltar a encontrá-la. Ela era a tal! A minha Princesa das Botas Pesadas.
Eu nem o nome dela sabia. Eu dela nada sabia. Mas a Princesa das Botas Pesadas era sem dúvida a mulher da minha vida. E eu tinha-a perdido antes mesmo de a ter conhecido. Eu tinha direito a uma nova oportunidade. Eu merecia uma nova oportunidade. O intimo desejo de a voltar a ver, de a poder tocar, olha-la nos olhos e poder dizer amo-te, rapidamente se tornou numa obsessão doentia. Nos dias que se seguiram, à hora do entardecer, quem quisesse falar comigo sabia onde me encontrar. Passava horas a vaguear pelas ruas do Bairro do Amor, percorrendo as ruas onde a vi pela primeira vez.
Incansável. Os meus passos conduziam-me a ruas estreitas e inclinadas que aprendi a conhecer como as minhas proprias mãos. Muitas foram as vezes que, imovel e de olhar vago, me sentava em frente da fachada daquela pensão. Alturas houve em que quase acreditei que ela lá estava, linda e a sorrir para mim. Aqueles olhos. Eu vi inumeras vezes aqueles olhos verdes. Apesar da minha dedicação e da intensa procura, da minha Princesa das Botas Pesadas, nem sinal!
Com o passar dos dias, uma nova sensação invadira a minha alma. Embora não conseguisse compreender onde se situava, se na cabeça se no coração, um enorme vazio apoderou-se de mim. Angustia. Passou-se uma semana, duas, um mês e da minha lindinha nada! Sentia-me só. Triste. Quando pensava nela vinham os suores frios e o meu coração palpitava com mais força. Havia um aperto. Uma vontade de soltar gritos. Silencios infinitos. Paixão. Pela primeira vez na minha vida, senti que estava apaixonado, e o pior é que doía. Doia muito. Não era nada como eu havia imaginado e tinha lido nos livros da estante lá de casa. Afinal, o AMOR - ao contrario do que nos fazem acreditar - não é uma coisa boa.
Incansável. Os meus passos conduziam-me a ruas estreitas e inclinadas que aprendi a conhecer como as minhas proprias mãos. Muitas foram as vezes que, imovel e de olhar vago, me sentava em frente da fachada daquela pensão. Alturas houve em que quase acreditei que ela lá estava, linda e a sorrir para mim. Aqueles olhos. Eu vi inumeras vezes aqueles olhos verdes. Apesar da minha dedicação e da intensa procura, da minha Princesa das Botas Pesadas, nem sinal!
Com o passar dos dias, uma nova sensação invadira a minha alma. Embora não conseguisse compreender onde se situava, se na cabeça se no coração, um enorme vazio apoderou-se de mim. Angustia. Passou-se uma semana, duas, um mês e da minha lindinha nada! Sentia-me só. Triste. Quando pensava nela vinham os suores frios e o meu coração palpitava com mais força. Havia um aperto. Uma vontade de soltar gritos. Silencios infinitos. Paixão. Pela primeira vez na minha vida, senti que estava apaixonado, e o pior é que doía. Doia muito. Não era nada como eu havia imaginado e tinha lido nos livros da estante lá de casa. Afinal, o AMOR - ao contrario do que nos fazem acreditar - não é uma coisa boa.
(E é muito pior quando se ama sozinho...!)
(MC-1996)
16.11.07
14.11.07
Recado directamente de Londres
1 . Agenda:
A aula da proxima Quarta feira sera dada pelo professor Osvaldo Canhita. Levar roupa confortavel, vontade de fazer os exercicios e chegar a horas. 20.30h.
2 . Curiosidades:
Pena o "Quem Nao Tem Cao" nao possa estar todo aqui. Esta cidade e de facto fabulosa, muito dinamica e absorvente. Tenho visto imensa coisa interessante e muito inspiradora... Seria tao produtivo, do ponto de vista criativo e de construcao de personagens, estarmos todos!
No Domingo fui ao teatro, com a professora Patricia, que manda beijinhos para todos, ver uma peca muito bem conseguida e divertida.
3 . Guarda roupa
Para os nossos futuros trabalhos, esta decidido, compramos tudo aqui... nos mercados, nas lojas de especialidade, na rua... ha de tudo... Aqui encontramos mesmo de tudo! Ate aquilo que ai nem conseguimos imaginar. Pena o preco e a distancia.
4 . Despedida
Quarta Feira da proxima semana ja ai estarei para contar tudo e para dar a aula.
Ate la divirtam se e sejam bons meninos! Porque os bons meninos vao para o ceu, os outros...
Os outros vao para... Londres! Heehehehehe!
(saudades)
PP
A aula da proxima Quarta feira sera dada pelo professor Osvaldo Canhita. Levar roupa confortavel, vontade de fazer os exercicios e chegar a horas. 20.30h.
2 . Curiosidades:
Pena o "Quem Nao Tem Cao" nao possa estar todo aqui. Esta cidade e de facto fabulosa, muito dinamica e absorvente. Tenho visto imensa coisa interessante e muito inspiradora... Seria tao produtivo, do ponto de vista criativo e de construcao de personagens, estarmos todos!
No Domingo fui ao teatro, com a professora Patricia, que manda beijinhos para todos, ver uma peca muito bem conseguida e divertida.
3 . Guarda roupa
Para os nossos futuros trabalhos, esta decidido, compramos tudo aqui... nos mercados, nas lojas de especialidade, na rua... ha de tudo... Aqui encontramos mesmo de tudo! Ate aquilo que ai nem conseguimos imaginar. Pena o preco e a distancia.
4 . Despedida
Quarta Feira da proxima semana ja ai estarei para contar tudo e para dar a aula.
Ate la divirtam se e sejam bons meninos! Porque os bons meninos vao para o ceu, os outros...
Os outros vao para... Londres! Heehehehehe!
(saudades)
PP
8.11.07
Hoje só me apetece voar.
Hoje não me apetece escrever nada.
Hoje não me apetece "postar" nada.
Hoje só me apetece voar!
Hoje só me apetece que seja amanhã rápido, para sentir o frio real na ponta do nariz.
Hoje, nunca mais acaba!
Hoje não me apetece "postar" nada.
Hoje só me apetece voar!
Hoje só me apetece que seja amanhã rápido, para sentir o frio real na ponta do nariz.
Hoje, nunca mais acaba!
2.11.07
Aula 31.10.07 Exercicio:improvisações
Alunos: Manuel Perez; Herminio Gonçalves;Gisela Germano; Otilia Germano; Maria João e Norberto Paulo.
Assistencia: Alexandra Dinis.
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